Episódio 01X13
 

 

Episódio 13 – Curiosidade

Starring
Camilla Belle, Jared Padalecki, Adam Brody, Jessica Biel, Michael Coe, Jonathan Bennett, Jenny Mollen, Chris Pine
Co-Starring
Emilie de Ravin, Samaire Armstrong, Mike Vogel
Guest Star
Joy Bryant, Alexz Johnson, Thomas Kretschmann, Hart Bochner, Ali Larter
 

Fernando olha profundamente nos olhos de Hellen. Ele está a ponto de se declarar.





Hellen – O que?
Fernando – É... - Pensa bastante antes de falar.
Hellen – Fala, não tenha medo. - Fica intrigada
Fernando – Não, era nada importante, deixa.
Hellen – Ai, você sempre me deixando curiosa!

    Fernando ainda não criou coragem para se declarar. Ele acha que ela irá acabar com a amizade entre os dois, e o que eles mais preza é isso. Seu maior medo é se afastar de Hellen.
Sentados à mesa, eles continuam conversando.
Patrícia levou Alana e Renata até o galpão que ela encontrou:



Patrícia – Eu consigo abrir essa porta em um minuto.
Renata – Quer dar uma de 007 tentando abrir com arame?
Patrícia – Eu consigo.

5 minutos depois, a porta sem sinal algum de estar abrindo.

Alana – Patrícia, agora é a minha vez de tentar.
Patrícia – Mas que tipo de porta é essa? - Diz inconformada.

Patrícia entrega o arame para Alana:

Renata – Você sabe o que está fazendo?
Alana – Sei sim.

40 segundos depois:

Alana – Prontinho.
Patrícia – Como você conseguiu isso?
Alana – Aprendi a abrir portas com arame no reformatório.
Patrícia – Você vai entrar agora?
Alana – Vou ver o que tem dentro. Fiquem aqui fora para ver se alguém chega.

Alana entra sozinha no galpão



Alana dá uma olhada pelo ambiente escuro, úmido, com paredes descascadas e chão frio. O arrepio é certo. Ela continua observando alguns lugares vazios, e então volta:

Alana – Tem nada aqui.
Patrícia – Mesmo?
Alana – Bom, na verdade, isso nem parece um galpão. É muito grande e fica debaixo da terra. Parece algum tipo de calabouço.
Patrícia – Então tem nada aí dentro?
Alana – Eu não vi tudo. Tem vários corredores, várias portas, mas todas as salas estão vazias.
Patrícia – Nossa, que medo.
Alana – Meninas, vamos voltar mais tarde para cá. Quero verificar melhor esse lugar. Chamem a Júlia. Eu chamo a Ana.
Renata – Todo mundo vai entrar?
Alana – Quanto mais gente melhor né.



Um pouco longe dali, Diana está na frente de sua casa, e então Aranha chega:





Aranha – E aí, beleza?
Diana – Sim. - Diz rapidamente, dando uma ignorada.
Aranha – Quer dar uma volta?
Diana – Não, prefiro ficar em casa. - Vira a cara, já se preparando para entrar dentro de casa.
Aranha – Não que sair comigo?
Diana – Eu já falei que não. Poderia me deixar sozinha, por favor?
Aranha – Está bem então! Eu te deixo em paz.

Miguel estava passando pela rua ali perto e se aproxima:



Miguel – O que você quer com ela heim Aranha?
Aranha – Olha só quem apareceu por aqui. Como vai indo “cabelo de clara de ovo”?
Miguel – Vaza daqui pô!
Aranha – Olha o cara, chega tarde e ainda acha que está sabendo da situação. Eu vou embora, porque ela não que sair comigo mesmo, então tenho mais nada para fazer aqui. Fui.

Aranha sai rapidamente, pegando um maço de cigarro do bolso, indo em direção à esquina.

Miguel – Ele te fez alguma coisa?
Diana – Eu não preciso de alguém para me proteger. - Diz sem olhar para Miguel.

Diana entra dentro de casa e fecha a porta na cara de Miguel.

Daniel está vendo televisão em casa. Seu pai Alexandre chega no trabalho e sobe as escadas para falar com ele.



Alexandre – Como vai filho?
Daniel – Bem pai.
Alexandre – Não está mais passando mal?
Daniel – Não, já melhorei.
Alexandre – Tem uma garota lá embaixo, a Renata.

Alexandre vai para seu quarto e Renata sobe:



Renata – Oi Dani. Como está? Está bem?
Daniel – Estou sim, bem melhor.
Renata – Que bom.
Daniel – Deve ter sido aquele chá que a Patrícia fez.
Renata – Vem cá, tenho que te contar uma coisa.
Daniel – Hum.
Renata – Eu e as garotas vamos entrar hoje no galpão lá.
Daniel – Sério? Tem certeza? E se alguém pegar vocês?
Renata – A gente vai tomar cuidado. É que precisamos saber o que é aquele lugar esquisito.
Daniel – Por que vocês simplesmente não deixam isso para lá? A curiosidade mata o gato.
Renata – A Patrícia quer explorar aquele lugar. Ela acha que ali pode ter passado festas raves.

Daniel não se interessa muito pelo assunto, mas Renata é insistente. Eles continuam conversando.

ANOITECE

Hellen e Fernando foram dar uma volta.



Hellen – Já decidiu quando vai falar com o Marcus?
Fernando – Não, ainda não. - Expira forte.
Hellen – Ai Fernando. Se você demorar muito pode ser pior.
Fernando – Pior do que já está? Acho que não.

Ao atravessarem a rua, Hellen e Fernando se deparam com o carro branco, o mesmo da outra vez:



Hellen – Olha só! É o mesmo?
Fernando – Acho que sim. Se o final da placa for 71.
Hellen – Vamos esperar o sinal ficar verde, aí quando ele sair, a gente confere a placa.

O sinal logo fica verde. O carro parte. Hellen e Fernando verificam a placa:

Fernando – 0271...LAF 0271.
Hellen – É esse!
Fernando – Conseguiu ver a cidade?
Hellen – Nem lembrei da cidade.
Fernando – Calma aí. Para que tanta neura por esse carro?
Hellen – Bom, ele quase atropelou a gente um dia e ainda saiu que nem um louco, e agora nós encontramos ele de novo. Destino?
Fernando – Nem me fale em destino. Já desacreditei nisso.

Os dois atravessam a rua e continuam sua caminhada.
Alana contou tudo sobre o galpão para Ana. Elas estão prontas para irem até lá.

Ana – Anda logo. Estou ansiosa.
Alana – Calma aí, eu tinha esquecido meu celular. Aí aproveitei para comer um pedaço de bolo de chocolate que estava na mesa. Sabe, ele tava me pedindo para ser devorado.
Ana – O que será que deve ter lá dentro?Ouro?



Alana – Se eu fosse você não ficava fantasiando muito. Isso só existe em filmes.
Ana – Ah é mesmo. Para que ouro se todos nós já somos ricos.
Alana – Eu, querida, eu sou rica. Você é hóspede. Lembre-se disso.

Alana e Ana vão se encontrar com Renata na casa dela. O portão da garagem se abre e então o carro parte.
Hellen e Fernando vão comer em um quiosque ao ar livre. Eles esperam o pedido deles chegar.





Hellen – Esse lugar é bem confortável. E hoje está bem vazio, deixando-o melhor ainda.
Fernando – Adoro o som das ondas do mar e o cheiro de praia à noite.
Hellen – Eu também amo.
Fernando – Amanhã tem faculdade.
Hellen – Pois é. Mas já estou bem descansada. Muito bom a Megapoint não ter aberto hoje. Em compensação amanhã eu tenho que chegar mais cedo.
Fernando – Consegui pegar férias adiantadas.
Hellen – É, eu sei. - Não consegue disfarçar um desânimo.

O pedido dos dois chega. Hellen e Fernando comem e conversam, como dois grandes amigos.
Alana e Ana chegam no apartamento de Renata. A porta estava aberta, e elas entram.

Alana – Renata! Chegamos.
Ana – Você costuma deixar a porta aberta sempre Renata?
Alana – Há, sempre. - Responde por Renata.

Renata estava na cozinha. Ela vai para a sala:





Renata – Chegaram cedo heim! Quase que não dá tempo para eu fazer uma boquinha.
Ana – Está pronta para ir?
Renata – Só vou ligar para a minha mãe. Peraí.

Renata vai até o telefone.

Alana – Acho melhor a gente organizar tudo. Eu e a Patrícia vamos entrar. Alguém tem que ficar do lado de fora vigiando.
Ana – Eu que não vou ser. Eu quero entrar.
Alana – Acho que a Júlia pode ficar do lado de fora. Se ela quiser.

Renata termina de falar com sua mãe.

Renata – O que estavam falando?
Alana – Alguém precisa ficar do lado de fora vigiando.
Renata – Eu fico.
Alana – Então ta. Vamos logo!
Ana – Uhul!

Alana, Ana e Renata vão de encontro com Patrícia e Júlia.
Patrícia foi na casa de Júlia para elas saírem:



Patrícia – Cadê seu irmão?
Júlia – Sei lá. Nunca sei por onde ele anda.
Patrícia – O Miguel disse que ele estava incomodando a Diana hoje.
Júlia – Esse é o espírito do meu irmão...Ele nunca se toca.
Patrícia – Vamos, a Alana e as garotas vão se encontrar com a gente no ponto que eu disse.
Júlia – Vamos, já estamos atrasadas.

Patrícia e Júlia saem.
Miguel foi visitar Daniel em casa:



Miguel – E aí amigão tudo ok?
Daniel – Tudo ok sim.
Miguel – Está meio desanimado, o que aconteceu?
Daniel – Eu acabei de estar doente. Deve ser isso.
Miguel – Ah é mesmo.
Daniel – Se liga, as garotas foram para esse tal de galpão.
Miguel – É, eu sei. A Patrícia não falou sobre outra coisa hoje.
Daniel – A Renata também não. Elas realmente se interessaram por isso. Não sei porque, mas acho que a gente devia ir junto.
Miguel – Você quer ir pra lá? Elas já saíram faz meia hora.
Daniel – Então vamos atrás delas. Dá tempo. Vamos no seu carrão que chegamos antes delas até. - Diz rindo.

Miguel espera na sala enquanto Daniel troca de roupa lá em cima, para poderem ir atrás das garotas.

FLASHBACK

Delegado Jorge e seus filhos Miguel e Patrícia acabam de se mudar para a região:



Delegado Jorge – Então, o que estão achando da casa nova?
Patrícia – Um tédio.
Miguel – Concordo.
Delegado Jorge – Parem de resmungar. Essa cidade é bem melhor para vocês.
Miguel – E ficar longe dos nossos amigos? Não mesmo.
Delegado Jorge – Vão fazer amigos por aqui logo logo.
Patrícia – Maldita hora que você passou nesse vestibular heim!
Miguel – Ih, ta com inveja é?
Delegado Jorge – Parem os dois. Vão dar uma volta, vão.



Miguel e Patrícia vão para o lado de fora:



Miguel – Tem alguma idéia do que a gente pode fazer?
Patrícia – Quando você avistar uma balada, me avise.

Daniel passando na rua:



Miguel – Hei cara! Conhece alguém legal aqui nessa cidade?

Daniel olha para Miguel, e responde nada. Continua andando.

Nos quiosques da praia, Hellen e Fernando comendo:



Hellen – Daqui a pouco temos que ir embora. O pessoal já está guardando as mesas.
Fernando – Que nada. Vamos ficar mais um pouco.
Hellen – Fiquei com vontade de assistir “Sin City” agora.
Fernando – Por que?
Hellen – Sei lá, acho que é essa noite, escura e sombria.
Fernando – Meu irmão é fascinado por esse filme.

Marcus e Sabrina passam perto deles:

Fernando – Hellen, não parece o Marcus ali?
Hellen – Onde?
Fernando – Calma, não olha para trás agora. Ah, é ele mesmo, junto com uma garota.
Hellen – Vou esperar eles passarem aqui do lado.

Marcus e Sabrina passam pelos dois.



Hellen – É ele sim.E ela é a Sabrina, a "ficante" dele.
Fernando – Ah é?
Hellen – É. Nossa, eles nem viram a gente.
Fernando – Vai ver estavam muito distraídos.
_____

As garotas na porta do galpão:



Alana – Eu entro primeiro. Patrícia vem comigo.
Patrícia – Tudo bem.
Júlia – Eu fico aqui fora.
Ana – Eu fico aqui fora também, junto com a Júlia.
Renata – E eu entro logo atrás de vocês.
Alana – Renata, entre um pouco depois. Se acontecer alguma coisa, a gente volta e vamos embora, ok? Fica melhor assim.

Alana e Patrícia entram no galpão primeiro.





Patrícia – Você lembra do caminho que você fez antes?
Alana – Esse lugar parece estar diferente, estranho.
Patrícia – Ai, não me deixa nervosa. Tenho ataques de pânico.
Alana – Calma. Vamos por esse corredor.

10 minutos depois:

Renata – Elas ainda não voltaram.
Júlia – Será que aconteceu alguma coisa?
Renata – Vira essa boca para lá...Ai, eu vou entrar.
Ana – E eu não vou ficar aqui fora, eu vou entrar também.



Júlia – Ana, a Alana disse para a gente...
Ana – Esquece a Alana, ela não manda na gente. Vamos entrar nessa joça logo!
Renata – Eu ouvi um grito.
Ana – Eu também ouvi.
Júlia – Quem gritou?
Renata – Feche a porta. Ninguém pode nos ver.
Júlia – Isso parece um labirinto...

A metros dali:

Alana – Está ouvindo?
Patrícia – O que?
Alana – Cala a boca. Acho que ouvi algo.
Patrícia – Deve ser as meninas entrando.
Alana – Elas não fariam isso.
Patrícia – Acho que você está errada.

Alana – Tem uma claridade nesse corredor.
Patrícia – Vem, por aqui.
Alana – Que claridade é essa?
Patrícia – Vamos ver logo o que é.

Alana e Patrícia chegam em uma área com celas.

Alana – O que é isso, a prisão?
Patrícia – Er...Alana? Temos companhia.

Alana vira seu rosto em direção a uma das celas e dá de cara com um rapaz loiro:



Alana – Quem é você? - Diz confusa e surpresa ao mesmo tempo.
Rapaz – Preciso de ajuda! - Com a voz meio falha.
Patrícia – O que você está fazendo nesse lugar?
Rapaz – Estou preso aqui. Me prenderam aqui faz 2 dias e eu não consigo mais sair. Me ajudem, por favor.
Alana – Quem te prendeu aqui? Gente, que loucura é essa?
Patrícia – Alana, melhor a gente ajudar ele primeiro né.
Alana – Está bem. Vou ver a porta...Está trancada com um cadeado.



Patrícia – Eu consigo abrir.
Alana – Não, eu abro. Lembre-se, sou melhor que você nisso.

Alana apanhou um pedaço torto de arame fino no bolso de sua blusa e começou a tenta abrir o cadeado.

Alana – Calma, estou quase...Conseguindo...Caramba, esse é difícil.
Patrícia – Vou ver se arranjo algum pé-de-cabra, ou sei lá. Alguma barra de ferro.
Alana – Isso, vai procurar.



Rapaz – Quem mandou vocês virem?
Alana – Ninguém, nós entramos aqui por curiosidade, só isso.
Rapaz – Que sorte minha. Não conseguia imaginar quanto tempo eu poderia ficar aqui preso.
Alana – Calma, já vamos te soltar. A propósito, qual é o seu nome?
Alex – Meu nome é Alex.

Continua...

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